Associação micorízica em espécies arbóreas, atividade microbiana e fertilidade do solo em áreas degradadas de cerrado

oleh: Márcia Helena Scabora, Kátia Luciene Maltoni, Ana Maria Rodrigues Cassiolato

Format: Article
Diterbitkan: Universidade Federal de Santa Maria 2011-06-01

Deskripsi

<p>A recuperação de áreas de obras das barragens, em especial de "áreas de empréstimos", é difícil e consiste em um processo lento, visto que toda a vegetação e a camada fértil do solo foram removidas. Intervenções nessas áreas poderiam acelerar o processo de revegetação. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a associação de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) em espécies arbóreas, atividade microbiana pela respiração basal e fertilidade em áreas degradadas de cerrado. Utilizou-se solo de duas áreas, solo de pastagem e subsolo exposto. Adubações orgânica e mineral, além da calagem, foram efetuadas nas covas, visando a um melhor crescimento inicial das mudas, assim como, 50 mL de solo de cerrado preservado como inoculante de microrganismos. Mudas de 11 espécies arbóreas foram plantadas ou seja: <em>Anadenanthera falcata </em>(Benth.) Speg. (angico-preto), <em>Acacia polyphylla </em>D.C. (monjoleiro), <em>Stryphnodendron adstringens </em>(Mart.) Coville (barbatimão), <em>Dimorphandra mollis </em>Benth (faveiro), <em>Hymenaea stigonocarpa </em>Mart. ex Hayne (jatobá-de-cerrado), <em>Dipteryx alata </em>Vog. (baru), <em>Machaerium acutifolium </em>Vogel (jacarandá-do-campo), <em>Schinus terebinthifolia </em>Raddi (aroeira-pimenteira), <em>Magonia pubescens </em>St. Hil. (tingui), <em>Lafoensia pacari </em>St. Hil. (dedaleira) e <em>Tabebuia aurea </em>(Manso) Benth. &amp; Hook. (ipê-amarelo). Doze meses após a instalação do experimento, amostras de raízes foram coletadas na camada de 0-0,10 m para as avaliações. O subsolo, em relação ao solo de pastagem, continuou pobre em matéria orgânica e com menor atividade microbiana. As maiores porcentagens de colonização micorrízica por FMA foram observados nas espécies <em>Acacia polyphylla </em>D.C. (monjoleiro), <em>Magonia pubescens </em>St. Hil. (tingui), <em>Hymenaea stigonocarpa </em>Mart. ex Hayne (jatobá-de-cerrado) e <em>Schinus terebinthifolia </em>Raddi (aroeira-pimenteira). Tais espécies podem ser indicadas para projetos de revegetação em áreas degradadas de cerrado. As plantas das duas áreas exibiam altas porcentagens de colonização micorrízica e o solo ou subsolo baixo número de esporos de fungos micorrízicos arbusculares.</p>